Dr. Watson, apresento-lhe Mr. Sherlock Holmes

A obra em que Conan Doyle cria o maior detetive de todos os tempos

O primeiro mistério de Um Estudo em Escarlate é o próprio Sherlock Holmes. O Dr. Watson procura alguém com quem partilhar um apartamento em Londres e Sherlock é-lhe apresentado por um amigo comum por ter um bom apartamento em vista mas precisar de alguém com quem dividir a renda. O amigo assegura-lhe que Sherlock, apesar de parecer um tanto excêntrico, é um tipo decente — embora difícil de descrever, porque «é difícil expressar o inexprimível». Os dois mudam-se e, ainda antes do primeiro crime conhecido da carreira de Sherlock, são as peculiaridades do misterioso companheiro que vão enlouquecendo de curiosidade o Dr. Watson, mas também o leitor. Hoje é difícil imaginar como os primeiros seguidores das histórias de Conan Doyle na revista Strand terão recebido a apresentação do homem que espanca cadáveres e não sabe que a Terra gira à volta do Sol porque não quer encher o cérebro com informações sem interesse, não vá esgotar-se o espaço para as coisas realmente importantes. Ainda assim, a perplexidade do cronista de Sherlock cada vez que observa uma nova extravagância do companheiro dá-nos uma boa ideia do que poderia ser a nossa, não fosse o detetive consultor ter-se tornado entretanto a personagem da ficção popular mais famosa de todos os tempos.

Um Estudo em Escarlate: Gravura original

Um Estudo em Escarlate: gravura da publicação original, da autoria de George Hutchinson

Como de costume, é Sherlock que acaba por desvendar todos os mistérios, incluindo o que está por trás do seu comportamento, e para fazer uma demonstração do seu método convida o novo companheiro de apartamento para o acompanhar na investigação de um crime que deixou a Scotland Yard perplexa. Depois é vermos como a partir de uma série de pistas contraditórias o grande detetive descobre um criminoso muito particular.

Quando Conan Doyle escreveu Um Estudo em Escarlate já tinha começado a complementar os seus ganhos de médico com a escrita, por isso seria impossível adivinhar que em certo sentido estamos a ler uma primeira obra. Por outro lado, é um dos livros mais populares com o detetive como herói, e um de apenas quatro romances longos — já que as cerca de cinquenta investigações de Sherlock têm quase todas forma de conto. Além disso, este primeiro romance está recheado de curiosidades para os admiradores do detetive: assistimos à sua entrada em cena na literatura, bem como à do seu cronista, vemos a nova Ciência da Dedução e da Análise ser posta em prática com êxito indiscutível e ainda estamos presentes a primeira vez que é mostrado o uso de uma lupa na análise do local onde ocorreu um crime.

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